sábado, 17 de agosto de 2013

Mais fumaça que futebol

Ubiratan e União estrearam na Série B do estadual numa partida dura, brigada.  

O primeiro, retornava após 11 anos e queria a vitória a qualquer custo.

Já o adversário seguia o mesmo ideal, até porque não engole todo apoio do douradense ao Leão.

Em campo, muita fumaça e pouco futebol.

Irresponsáveis continuam ateando fogo em terrenos.

Desta vez, no Distrito Industrial, baixando todo o fumacê dentro de campo.

A partida não foi paralisada e continuou pegada.

A nuvem que se ‘instalou’ no campo, fez as oportunidades a abertura de placar sumirem com os jogadores.

Coincidência ou não, a pressão do Ubiratan e as chances do União apareceram  quando ela foi embora.  

Mais de 40 minutos depois e já na segunda etapa.

Melhor ainda nos acréscimos, quando o solitário gol saiu.

Alê recebeu cruzamento de Ferreirinha e marcou o primeiro do Ubiratan no retorno às atividades profissionais aos 46 da segunda etapa.

Houve reclamação e no meio da confusão, o técnico Henrique Barbosa foi derrubado – sem querer – por jogadores do Leão que comemoravam.

Troca de farpas, empurrões e expulsões.

Todas pelo lado do União.

O rodado e experiente zagueiro Toto e o seu treinador.

Agora, um ‘abismo’ separam os dois times de voltarem a campo.

Em duas semanas o União recebe o Guaicurus no mesmo Douradão.

Já Ubiratan viaja até Campo Grande, para no dia 4 de setembro enfrentar o mesmo adversário.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Leão renasce com medo de ser ‘enterrado’




Foram 11 anos afastados das competições oficiais até a confirmação da volta.

Saudosistas e carentes de um time de tradição, torcedores ‘compraram’ a ideia e vestiram a camisa.

Logo pipocaram nas redes sociais imagens de uniformes surrados e de elencos vitoriosos.

Era a volta do Ubiratan.

O grande Leão da Fronteira.

Com três títulos estaduais na bagagem – 1990, 98 e 99, o último de forma invicta - é o maior vencedor do interior do Mato Grosso do Sul.

Porém, as glórias de décadas passadas dará lugar à tensão nos próximos três meses.

Mesmo com a festiva e comemorada volta ao profissionalismo, o não acesso à primeira divisão em 2014 enterrará de vez o time que busca suspirar novamente. 

E o receio existe, e muito.

Hoje, um grupo de ‘apaixonados’ pelo clube lutam pelo ressurgimento do Leão e não pensam em outra hipótese, se não o acesso.

Amanhã, caso o objetivo não seja alcançado, o sonho de fazer o Ubiratan grande novamente será esquecido e talvez, não digno de nova aventura como esta.

O elenco montado é caro e os vencimentos de jogadores somados aos da Comissão Técnica devem superar, e muito, os seis dígitos em sua totalidade.

Com atletas consagrados no Estado, o time ainda não tem a cara que o técnico Douglas Ricardo sonha.
Foram menos de 20 dias de trabalho.

Dois amistosos contra equipes amadores e boa parte do tempo restante focado em preparo físico.

No sábado a primeira prova de fogo.

O jogo é contra uma incógnita, o União, às 19h30 no Douradão.


A chance também é de avaliar, mesmo de forma pouco crítica, se o Leão ressurge para as glórias, ou será enterrado de vez para o futebol profissional.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vai faltar tempo – se der tempo...

A medida não é pioneira no Estado, mas veio em boa hora.

Prestes a desistir da disputa da Série B do sul-mato-grossense, o União – ex-Campo Grande e agora Inter-Flórida – fechou parceria com o gestor esportivo paulista Henrique Costa Barbosa, que também fará o papel de técnico.

Durante a competição, ele e o grupo a qual faz parte, ficarão a frente do clube que busca o acesso para a elite do futebol estadual em 2014, e, principalmente, desbancar o Ubiratan, outro representante de Dourados na disputa e que retorna às atividades depois de longo tempo parado.

A justificativa para investir na segunda divisão do Mato Grosso do Sul?

‘O futebol aqui tem muito a crescer e também é caminho mais fácil para competições como a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série D’.

O argumento é válido, desde que o trabalho desenvolvido seja bem feito e que o ‘tempo’, seja respeitado.

O que não aconteceu nas últimas parcerias realizadas pelo gestor.

Em ambas, ‘faltou o tempo!’

A primeira delas em 2012, com o Lemense, do interior paulista.

O ‘casamento’, que começou com promessas de reformulação e equipe competitiva não durou dois meses
.
Em quatro jogos na B-1 local – uma espécie de terceira divisão -, foram três derrotas e uma vitória.

Com os resultados ruins, o divórcio foi inevitável.

Seis meses depois, Henrique voltou a cena, desta vez no Vilhena de Rondônia, e com o discurso parecido com o apresentado ao time douradense.

Aliado ao projeto, uma estratégia de marketing para sanar as dívidas do clube.

Porém, no Norte do país, a parceria durou em torno de 40 dias.

A contratação da ‘estrela’ Túlio Maravilha – aquele que busca o milésimo gol – como reforço em Rondônia foi comemorada pelos torcedores e, desmentida pelo próprio jogador, dias após o anúncio.

Será que o mesmo acontecerá com Ávalos, ex-Santos? (o jogador foi anunciado oficialmente na segunda-feira para jogar apenas partidas no Douradão)

Na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, esses dois meses de trabalho a qual o gestor não conseguiu se firmar nos clubes anteriores, seriam suficientes apenas para levar o União à segunda fase da competição.


Porém, para manter vivo o projeto de chegar a disputar competições nacionais pelo ‘caminho mais curto’, vai faltar tempo... se der tempo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mais uma na conta da FFMS

Era para ser um simples campeonato de base.

21 clubes divididos em cinco grupos disputando o título estadual Sub-14.

Mas a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) errou, e errou feio.

No primeiro arbitral, 24 times confirmaram presença e 11 deles se classificariam juntando se ao Corumbaense, atual campeão da categoria no ano passado.

A competição teria segunda e terceira fases para que o vencedor fosse conhecido.
Porém, uma nova reunião mudou tudo.

Com a desistência de três participantes, apenas os primeiros colocados de cada chave – formaram cinco – passariam direto para a fase final, agendada para o estádio Arthur Marinho, em Corumbá.

A mudança, segundo o vice-presidente da entidade que comanda o futebol sul-mato-grossense, Marco Antônio Tavares, foi pedida pelos clubes por motivos financeiros.

Acertado, a competição começou no final de semana passado e definiu os classificados.

Neste momento a confusão.

O regulamento antigo não foi modificado e após eliminações dirigentes começaram a questionar a FFMS.

A saída encontrada para o ‘esquecimento’ foi convocar todos os times desclassificados e que se enquadravam no acerto anterior para a disputa da segunda fase, pegando os dois clubes locais – Sete e Ubiratan – de surpresa.

‘É a primeira vez que vejo isso’, afirmou Joaquim Soares, presidente do Leão da Fronteira.

‘Pensamos que apenas um se classificaria’, comentou Lauter Welvel, o ‘Gauchino’, técnico do Tricolor douradense.

A segunda fase começa no dia 23 de novembro caso não haja novas alterações.

E as equipes de Dourados estão divididas.

Enquanto o Sete – que entrou pelo índice técnico – viaja à Corumbá para enfrentar os donos da casa e o Seduc, de Anastácio, o Ubiratan continua no Douradão e recebe Naviraiense e Novoperário, da capital.

As finais estão agendadas para os dias 30 de novembro, 1 e 2 de dezembro em Corumbá ou Campo Grande.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Oportunismo local


Faltando menos de quatro anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o vereador Idenor Machado (DEM) teve uma ideia brilhante.

Em seu gabinete na Câmara Municipal, o presidente da mesma propôs para a Funed (Fundação de Esportes de Dourados) e a Secretaria de Educação do município, o desafio de elaborar um projeto para incentivar a participação e o treinamento de jovens atletas e paratletas locais para este ciclo olímpico.

A intenção dele é ‘garimpar’ talentos para os próximos Jogos.

Talvez, o democrata tenha como base o modelo apresentado pelo cubano Fidel Castro, que transformou seu país em uma potência olímpica na década de 1990, começando a preparação pelas instituições de ensino.

Porém, a ideia do douradense é utópica e não passa de oportunismo barato, sem fundamento.

Primeiro, porque as instituições municipais não apresentam material humano nem estrutura suficiente para os treinamentos necessários, precisariam de recursos públicos, com altas cifras.

Ou existem piscinas olímpicas, centros de treinamentos de atletismo, ginástica, ciclismo ou de qualquer outra modalidade em nossa cidade?

Segundo, para que isso pudesse acontecer – a exemplo de Cuba -, seria necessário um tempo maior, de no mínimo oito, dez anos de preparação.

Mas, o nobre vereador, há mais de dois anos na Câmara – assumiu como suplente após os escândalos da Uragano -, resolveu propor, porque ele não fez, às duas pastas, um projeto como este apenas agora.

Quanto tempo levaríamos para aprontar essa estrutura?

E para finalizar, uma política pública de incentivo ao esporte modelo, inexistente em todo o país.

Não as vistas atualmente, onde o repasse financeiro feito por empresas estatais e privadas são destinados primeiro às federações esportivas que vivem no ‘encosto’ do Comitê Olímpico Brasileiro e depois para os atletas, sem que haja fiscalização.

As justificativas do vereador – em texto distribuído aos veículos de comunicação – são ‘o ‘espírito olímpico’ vivido pelas crianças que paira em todo o Brasil’ e o celeiro esportivo existente em Dourados, citando o nome de vários competidores.

Só faltou lembrar que grande parte desses atletas não triunfaram no município, pois sempre faltou uma política maior de incentivo e, precisaram procurar outros centros, com estrutura e capacitação.

Em relação ao ‘espírito olímpico’, porque não se preocupar com a educação e o bem estar dos alunos primeiro?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A briga agora é para não cair


O Brasileirão 2012 se resume a três times.

Bahia, Sport e Palmeiras;

Todos na decrescente e competem a parte.

Apesar das chances matemáticas de Figueirense e Atlético –GO, é quase impossível que ambos continuem na elite do futebol nacional em 2013.

Sobraram duas vagas para a temida Série B.

O empate de hoje entre o Galo mineiro e o Flamengo decidiu a competição.

Claro, na parte de cima.

Oito pontos separam o líder Flu, do vice Galo, com 15 ainda em disputa.

Só uma catástrofe tira o tetra – ou tri – dos cariocas.

A disputa por vagas na Copa Libertadores também está encaminhada, com Grêmio e São Paulo apresentando ampla vantagem para os rivais.

A maldita fórmula que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou para o próximo ano também serviu para que o campeonato perdesse a graça.

Com a Copa o Brasil estupefata de clubes e um calendário ‘anual’, acabou-se as vagas da Sul-americana em relação a parte intermediária da tabela.

Melhor para quem disputa a segunda divisão em 2012, que terá a oportunidade de jogar uma competição internacional no próximo ano.

Mas, voltando à parte que interessa do nacional, a de baixo da tabela.

O Bahia depende apenas dele.

Basta vencer quatro, dos cinco jogos para se manter na série A.

Já Sport e Palmeiras não.

Os pernambucanos sonham com tropeços dos baianos e com uma reação incrível.

Enfrentam o Vasco e Figueirense fora, Botafogo e Fluminense em casa e o Náutico no clássico local.

O alviverde vive situação parecia.

Precisa torcer contra os dois rivais.

Confia na anulação da partida contra o Internacional no sábado passado, quando uma suposta influencia externa – digo suposta porque ainda não foi provada – voltou atrás no gol de Barcos com a mão.

Precisa torcer contra os dois adversários à frente e ainda vencer o Botafogo, sem Seerdof e Fluminense em Araraquara, no interior Paulista, o Flamengo no Rio, Atlético-GO na capital paulista e decide contra o Santos, no Pacaembu.

Então, o Brasileirão não perdeu a graça.

Ao menos na parte baixa da tabela.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Uma nova força no futebol douradense?


O Santo Antônio enfim, estreará na Série B-1 do Campeonato Sul-mato-grossense de Futebol. O time encara o Navilux de Naviraí, no domingo, às 16h, no estádio Douradão em Dourados.

Foram cinco meses desde a apresentação do elenco e comissão técnica no estádio da Leda.

Alguns ajustes, reformulações e paradas de treinamentos aconteceram ao longo do tempo.

Mas, naquela noite de 17 de maio – data da apresentação -, começava não só o início de uma força a ser confirmada durante o campeonato, mas também um novo formato de gerir o futebol no âmbito local.

Muita disciplina aos jogadores e um planejamento de dar inveja às equipes profissionais do Estado.

Uma cartilha foi entregue aos atletas contratados.

Quem não se adequasse, estava fora, como aconteceu com muitos.

“Queremos compromisso e seriedade, tudo o que foi combinado será cumprido por nossa parte e esperamos o mesmo de vocês”, disse na época o presidente Enildo José Zanon, o “Rato”.

A intenção da diretoria é subir, subir e subir.

Tudo conforme os planos traçados.

Começa agora com a divisão de acesso, Série B em 2013, primeira divisão e título estadual em 2014, Copa do Brasil em 2015 e uma vaga na terceira divisão do nacional em 2016.

Não custa sonhar!

O otimismo é grande e contagia pela seriedade de anos disputando competições amadoras.

“Temos um jeito de diferente de lidar com o futebol no Estado. Contamos com um orçamento baixo, que vem apenas de empresas e pessoas que acreditam em nossa diretoria. Prestamos contas de tudo aos nossos apoiadores, desde a caneta comprada até a folha de pagamento”, exalta o diretor de futebol Antônio Faccin.

A escalada começa neste domingo e quem sabe, em menos de dois anos a cidade não volte a ter, ao menos, um ‘clássico local’.

Como faziam Ubiratan, Operário e depois o CAD nas décadas de 80 e 90, época que o município era dono de um enorme respeito em relação ao futebol.